O QUE PENSAM DA GENTE
Nos meios políticos, artísticos e comerciais as pesquisas de opinião pública são muito utilizadas .Se esse serviço não fosse tão caro, as pessoas, em pequenos grupos, poderiam dele se servirem para se saber o que a sociedade em que vivem pensa a seu respeito: se são simpáticos ou antipáticos; se são benquistos ou não; enfim, a integridade moral de cada um, que nota mereceria. Esses dados, sem manipulação, serviriam como indicadores das reprováveis imperfeições e das qualificadoras virtudes. Se pudesse, eu contrataria uma pesquisa particularmente para mim. Mas, enquanto esse recurso não se põe ao meu alcance, contento-me com uma espécie de balanço moral que eu mesmo o faço para saber qual classificação eu obteria.. Sabe como? :Vou catalogando as pessoas com quem me dou bem. Num outro arquivo relaciono aquelas com as quais não tenho muita ou nenhuma afinidade. Analiso, igualmente, as pessoas que não me topam, que guardam eqüidistância de mim. Ante esses elementos informativos submeto-me a uma autoanálise por meio de acurada introspecção, levando-se em conta a média do juízo geral, e então posso fazer uma autoavalição, lembrando da máxima “os semelhantes se atraem e os diferentes se repelem”. Com franqueza e sem modéstia, pelo último balanço que fiz, o meu conceito não me pareceu ruim, não; registrou saldo positivo, mas confesso que ainda preciso fazer alguns expurgos.