Data e Hora

Araras - Ano 1 - 2010 -

terça-feira, 1 de novembro de 2011

FINADOS

Mais um Finados, e neste ano, provavelmente sem chuva, mas com muito vento e frio. Não tenho o costume de me programar para visitar o cemitério em dias determinados, como uma obrigação a ser cumprida. Vou quando tenho vontade de ir. É como penso. As velas e as flores eu as ofereço em forma de atitudes as mais retilíneas possíveis, o que não é fácil, mas não desisto. Ainda que, em algumas vezes, eu fique pelo meio do caminho sem alcançar plenamente o objetivo, mesmo assim acho que a simples tentativa bem direcionada nesse sentido, com limpa intenção, terá algum valor espiritual, além de estar contribuindo para o processo de aprimoramento dos meus costumes, do meu comportamento e do meu caráter. Meus saudosos finados, meus sinceros amigos que em vida me quiseram bem, se tiverem consciência dos meus atos aqui na terra, certamente vão ficar contentes com essa modalidade de homenagem, honrando seus nomes, em vez de somente  velas e flores, como obrigação. Inquestionavelmente a melhor homenagem às pessoas queridas é prestá-las durante sua vida, para não se ter arrependimentos no dia de Finados. 

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

PERDA DE TEMPO

Perda de tempo ou não ter o que fazer.É o que tenho observado, pela TV, nas sessões do Senado. Grandes espaços são ocupados, muitas vezes para irrelevantes homenagens, como aconteceu ontem para se comemorar os 200 anos da criação da Biblioteca Nacional. A iniciativa foi do senador Sarney, que discorreu exaustivamente sobre o assunto. Outros oradores também falaram, mais ou menos a mesma coisa. Fato semelhante acontece com freqüência. Para certos acontecimentos há justificativa para as homenagens, mas para o aniversário da Biblioteca, é inadmissível. Será que o Brasil vai tão bem, sem problemas com a segurança, com a saúde, com a educação, de modo a não chamarem a atenção dos senhores senadores? E mais: todo mundo quer falar, quer aparecer e, o que é pior, falam mais os que não sabem falar. Isso já virou praga.. 

terça-feira, 18 de outubro de 2011

NÃO ENTENDO

 I - Confesso que tenho alguma dificuldade para entender certas expressões, como, por exemplo “presidenta”. Já comentei a respeito em outro artigo, mas não disse que tal tratamento faz lembrar de xingamentos, como: fedorenta, avarenta, sarnenta, lazarenta e por ai vai. Não lembra mesmo?

II – “Boa-noite a todos e a todas”, uma saudação que se está prosperando, principalmente nos meios políticos , certamente com o sentido de agrado aos ouvintes. Só falta dizer: a todos os presentes e a todas as presentas. Não vai demorar!

III – Por que se escreve “Mareto”, com um erre só e se pronuncia “Marreto”, com dois erres, como é chamado o Irineu? Por que?

IV – Tumate?, então por que não turrada, turresmo...? Fugão, é onde se faz fugo?  Ah, que é isso! Para os cariocas, vá lá, mas pra nóis, num dá. 

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

SEM RODEIOS

Um dia antes do quatro de outubro em que se festeja o dia de São Francisco – protetor dos animais – foi lido na sessão da Câmara o projeto de lei do vereador Valdemir Gomes – Mami – que proíbe a realização de rodeios, touradas, vaquejadas, farras do boi e eventos similares no município de Araras. Sua longa justificativa é escorada por várias e pertinentes citações. Esta é da advogada Vânia Rall Daró, em artigo publicado no “Jornal da Cidade”, de Bauru, sob o título “Consciências mortas”, em 20.11.99: “O espetáculo do rodeio nada mais é do que uma farsa, pois numa simulação de doma, os peões fazem crer ao público que estão montando animais xucros e bravios, quando, na verdade, trata-se de animais mansos e domesticados que corcoveiam em desespero por causa dos instrumentos que neles são colocados” Do médico veterinário José Eduardo Albernaz, do IBAMA: o sedém é fortemente preso à virilha do animal, provocando sensações de mal estar, dor e tormento, pois quando o mesmo é retirado o animal volta ao seu comportamento normal.”  Explicando: “O sedém é instrumento de compressão que, instalado em torno da virilha do animal, tem o efeito de agredir, de atormentar, de ofender, em suma, de infligir dor e sofrimento mental. È o que conclui mais de uma dezena de laudos oficiais solicitados pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário.” E por aí vai. São 6 laudas a justificarem o projeto. Dentre outros argumentos, o vereador menciona os municípios que já adotam tais proibições: Araraquara, Limeira, Campinas, Rio de Janeiro, São Paulo, Bauru, Sorocaba, Guarulhos e, no exterior, Fort Wayne (Indiana), Pasadena e San Francisco (Califórnia), dentre outros nos Estados Unidos, Reino Unido e Holanda. Posicionando-se também, contra os maus tratos aos animais. eu citaria a Espanha que, em várias regiões vem proibindo as touradas, uma de suas importantes e lucrativas atrações turísticas. E mais, o presidente Jânio Quadros (quanto tempo!) proibiu as brigas de galo em todo o país pela mesma causa. Uma oportuna reflexão: Pena que entre nós outros, seres chamados racionais, não haja uma lei protetora para, por exemplo, que proibisse certas modalidades de esporte, como o boxe, a luta livre, ou vale tudo...que causam graves lesões, de sérias conseqüências. Mas, nós não somos irracionais.Não obstante, ouso fazer uma observação de cunho restritivo, a título de palpite, que pode até ser infeliz, mas faço: eu eliminaria o artigo 2º do decreto que impõe multa de 50 mil reais por dia, dobrando-se este valor ao reincidente. Deixaria a proibição pura e simplesmente, sem alternativa, como ocorre, por exemplo, com a proibição de instalação de indústria em zona considerada estritamente residencial. Fica terminantemente proibido, e ponto final, porque, com a multa, dá-se a impressão que, pagando, pode. Bem, essa questão é para os senhores legisladores, lógico. Contudo, de uma forma ou de outra, se a lei for aprovada, que entre em vigor com vigor. E mais, a narração desses rodeios, por meio de possantes alto-falantes, precisa de volume de som tão elevado? Não seria,também, uma forma de maltrato aos moradores de toda uma vasta região, que são obrigados a ouvir o que, eventualmente, não querem?  Enfim....

terça-feira, 4 de outubro de 2011

CEMITÉRIO

Dias atrás conversei com o Max Marcuci, um dos diretores do cemitério municipal. Ele mostrou os melhoramentos realizados na sua área de atuação. E com muita economia nos gastos. Está “maximizando” o zelo pela coisa pública. Por esse contato fiquei sabendo que o cemitério tem mais ou menos 15 mil sepulturas, onde já foram sepultadas mais de 70 mil pessoas. O problema atual é a falta de sepulturas e de terreno contínuo para a ampliação da área. Segundo o Max, está em estudo a desapropriação de imóvel para tal fim. Enquanto isso não acontece, a prefeitura vem vendendo sepulturas abandonadas há muitos anos, sem qualquer identificação. A venda só é feita para sepultamento imediato e o preço é de 1500 reais, à vista. Em levantamento feito há meses, foram catalogadas mais de 300 sepulturas nesse estado de total abandono. Para a família que não tem plano funerário, a administração do cemitério também possui estrutura para esse serviço, incluindo fornecimento de urnas. Tem caixão desde 300 e poucos, até 1500 reais, Estes mais caros são luxuosos e atraentes (credo!) .O velório também já ficou pequeno; há ocasiões que não dá para atender a “demanda”. A população cresce e, proporcionalmente, crescem, também, os óbitos. Outra coisa: há, ainda, os ossários embutidos nos muros do cemitério. Cada unidade é alugada por cento e poucos reais pelo prazo de 5 anos. Às vezes uma sepultura está lotada e precisa de espaço para novo sepultamento, então, os ossos ali existentes podem ser removidos e colocá-los num desses ossários. Porém, os ossos só podem ser retirados depois de 3 anos do sepultamento..

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

VOLTANDO

Volto ao meu blog depois de alguns meses. Motivo: problema de saúde, ou melhor, de doença, porque saúde nunca foi proplema, não é? De acordo com meus médicos, estou bem, curado. Se bem que em certos casos, num ato de misericórdia, os doutores mentem. Mentira confortadora, benéfica e bendita. Mas, como me sinto bem, o diagnóstico não deve ser mentiroso. Tomara!. Então, volto. E volto com esta:

“SE EU MORRER ANTES...

Se eu morrer antes de você, faça-me um favor. Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele  haver me levado. Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar, não se preocupe. Se tiver vontade de rir, ria. Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão.Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais, defenda-me. Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam. Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira tentei ser bom e amigo. Se falarem mais de mim do que de Jesus Cristo, chame a atenção deles. Se sentir saudade quiser falar comigo, fale com Jesus e eu ouvirei. Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver. E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase: ‘Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus!’ Aí, então derrame uma lágrima. Eu não estarei presente para enxugá-la, mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar. E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu. Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus. Você não me verá, mas eu ficarei muito feliz  vendo você olhar para Ele. E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele. Você acredita nessas coisas? Sim ??? Então ore para que nós dois vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito. Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Eu não vou estranhar o céu...Sabe por que? Porque...Ser seu amigo é um pedaço dele!”.

Claro que não é da minha lavra, reflexão tão profunda como esta. Não seria capaz de escrever coisa igual ou parecida, mas de sentir, sim. É do iluminado Vinícius de Moraes. Já sabia?  

terça-feira, 5 de abril de 2011

Sobre Igreja

Querida Suzanah: Com a máxima vênia, ouso fazer um reparo em suas conceituações sobre "taça de ouro, trono de antílope, manto de camurça etc" que eventualmente podem existir nas Igrejas; não tenho tanta certeza, mas, se existem provavelmente as Igrejas os receberam por doações, procedimento muito comum no passado, quando pessoas abastadas ofertavam objetos de valor, imagens caríssimas, vitrais artísticos como os de nossa Matriz - hoje Basílica- com os nomes dos respectivos doadores. Aliás, a própria construção da Igreja foi custeada por meio de doações. Só o fazendeiro Albino Cardoso doou a maior parte. Como disse, eram comuns tais doações, umas por ato de religiosidade; outras, quem sabe, pela pretensa salvação da alma, não sei, mas que doavam, doavam. Um dia, se eu ficar rico, vou fazer-lhe uma doação para obter o seu perdão pela minha ousadia de discordar (pela minha ótica) de um ponto de vista seu.